Tempo

Anoiteceu e mais um dia se foi. Ás vezes é difícil imaginar o dia sem problemas, sem o barulho da cidade, sem as chateações do trabalho e o estresse de conviver com o defeito dos outros. A nossa vida é fundamentada na busca de um pão, de um lugar ao sol, batalhamos hoje para usufruir no futuro. Quem garante? A vida não perdoa ninguém, prega peças e muda o jogo quando bem entende. Quem não se lembra dos jovens ideais da revolução contra a ditadura, toda aquela esperança de um mundo fraterno e igualitário? Eles fracassaram... Hoje vivem de terno e gravata atrás de uma mesa com as papeladas do Brasil.

Cheguei a uma conclusão interessante: com toda essa facilidade do mundo globalizado, nós criamos um outro tempo e nada tem a ver com o relógio tradicional. Esse tempo nós não controlamos, não tem ponteiro e nem sequer números. Ele é medido pela quantidade de tarefas que iremos executar ao longo do dia. Se eu tenho muito trabalho, reunião e mil e um afazeres, o meu relógio deveria ter 30 horas, afinal 24 horas é muito pouco para tamanha preocupação com o futuro. Cursos, formações, faculdades, empregos. Para quem é isso? Planejamos, planejamos, planejamos, queremos os melhores empregos, queremos as melhores escolas, queremos os melhores cargos. Como dizem que tempo é dinheiro, então estamos perdendo tempo. Saber viver ninguém sabe, somos imperfeitos, insatisfeitos. Se faz chuva reclamo, se faz sol reclamo, essa é fraqueza do ser humano: ser imperfeito. O tempo sempre foi o mesmo, fomos nós que mudamos com o tempo.

Para Déborah Barros



Ainda lembro [lembro?]

Ainda lembro o que passou
eu você em qualquer lugar
dizendo "onde você for eu vou"
e quando eu perguntei
ouvi você dizer
que eu era tudo o que você sempre quis
mesmo triste eu estava feliz
e acabei acreditando em ilusões
eu nem pensava em ter
que esquecer você
agora vem você dizer
"amor, eu errei com você
e só assim pude entender
que o grande mal que eu fiz
foi a mim mesmo"
vem você dizer
"amor, eu não pude evitar"
e eu te dizendo
liga o som
e apaga a luz

(Marisa Monte)

[Sem mais no momento]

E é fim de ano...


Fim de ano é sempre a mesma coisa. As pessoas costumam seguir seus rituais de passagem de ano, vestir roupas de cores com algum significado, arriscar superstições estranhas, se esbaldar em muita festa e desejar Feliz Ano Novo até a quem não conhece.

O que me intriga nessa fantasia toda criada em cima de apenas alguns minutos é o fato de as pessoas não estarem nem um pouco preocupadas com o bem-estar do outro.

No ambiente de trabalho, os funcionários enviam cartões entre si e realizam uma grande confraternização com bastante bebida e comida, desejando paz, saúde, sucesso e todo aquele blá blá blá, mas na verdade o que querem é ocupar o lugar de seus chefes ou conseguir uma promoção em seu emprego.

Na família, as festas de fim de ano são apenas pretextos para reunir um grupo de pessoas de mesmo sangue que não se vêem durante 364 dias [seja pela correria do dia a dia ou mesmo por intriga com algum parente] e encaram o último dia do ano como o "último suspiro", ou seja, uma forma de aliviar a consciência por não ter se dedicado à família o suficiente. Entre os amigos, fim de ano é motivo de festa, festa e mais festa. "Saúde?Pra quê? O fígado precisa de álcool para funcionar. Paz? A paz podemos encontrar depois, quando estivermos cansados. Dinheiro?Fim de ano é motivo para gastar tudo com futilidades e esperar que a cor amarela na virada do ano me faça ganhar mais dinheiro". E as promessas que nunca são cumpridas? Ai, ai, mundinho estranho esse o nosso.

Virada do ano é algo simbólico meus caros. Preocupem-se com o que de fato é importante em suas vidas. É só pensar um pouco e logo chegarão em uma conclusão.

Longe de supertições e simpatizante de uma boa festa, me divirto com os costumes de muitos e a simplicidade de poucos.

Feliz Ano Novo a todos!

Cultura na Praça

Localizada no bairro da Praia Grande, entre as ruas do Egito, do Giz e Estrela, a antiga Praça da Abolição e hoje conhecida como Praça da Faustina, reúne turistas do mundo inteiro que se interessam por um som agradável, uma cerveja gelada e uma boa roda de tambor de crioula (uma das principais manifestações artísticas do Estado do Maranhão). DE aparência rústica e com um visual que relembra o ambiente de séculos passados, a praça adquiriu um novo nome, devido à presença de um bar na redondeza, com o nome de Faustina, referindo-se à dona do estabelecimento.

A praça que, durante séculos foi conhecida por abrigar cabarés, tornou-se ao longo dos anos ponto de encontro de poetas, escritores, músicos e intelectuais, que fizeram da Praça da Abolição um berço cultural e turístico de São Luís. Com o apoio do projeto Reviver, a praça foi restaurada e ganhou novos ares culturais, como a presença, todas as sextas-feiras, do tambor de crioula da Faustina. Em mesas e simples cadeiras de plástico, ou mesmo nos bancos da praça, é possível sentar e desfrutar um pouco do que a cultura maranhense tem de melhor, além de escutar um bom reggae roots e uma MPB agradável, que ecoam das caixas de som do famoso Bar da Faustina.


Nota de (In)utilidade pública

Bem, adoraria estar atualizando meu blog com textos novos, mas nosso estimado servidor parece não desejar o mesmo, já que tem impossibilitado a postagem de imagens em meus textos. Como "uma imagem vale mais que mil palavras", de forma alguma postaria um conjunto de poucas palavras sem o acompanhamento de uma boa imagem que o traduzisse de forma completa. Sendo assim, peço a compreensão dos poucos blogueiros que visitam este singelo espaço ao qual são expressos alguns de meus pensamentos.

[Em breve, meu Adorável Mundo Louco estará voltando à ativa com fatos estranhos, sublimes, trágicos, cômicos e dramáticos vistos sob uma ótica completamente diferente]

[Sinto falta de mim.]

Eleições DACOM

A comissão eleitoral do curso de Comunicação Social da UFMA realizou durante toda a tarde de ontem (26/11) um debate entre as chapas concorrentes ao Diretório Acadêmico de Comunicação (DACOM). A discussão acerca de propostas e idéias de ambas as chapas, visando melhorias para o curso, aconteceu no Anfiteatro de Comunicação e só foi iniciada 15min depois do horário divulgado, que seria às 16h00min. Formada por membros do Colegiado e Assembléia do curso, a comissão eleitoral orientou os representantes das chapas sobre os três momentos que caracterizariam o debate e suas principais regras. Por meio de um sorteio o representante da Chapa 02, Augusto Cantanhede “Gugu”, usufruiu de 4min para apresentar cada membro de sua chapa, suas funções específicas e elencar as principais propostas das coordenações escolhidas. Em seguida foi a vez do representante da Chapa 01, Francisco Bezerra, apresentar-se aos alunos do curso que se fizeram presentes no momento no Anfiteatro.

Durante todo o debate, a Chapa 02 – conhecida vulgarmente como Chapa 69 – centralizou-se em ataques pessoais ao representante da chapa adversária, intitulada de AcorDACOM (referindo-se à atual gestão do D.A., que mantém-se “desacordada” mediante a situação precária em que se encontra o curso), o que gerou bastante discussão entre os membros das duas chapas concorrentes, provocando um aparente descontrole da situação. Apesar dos conflitos, algumas propostas foram discutidas como a realização da Semana de Comunicação; a reativação do acordo feito entre o DACOM e a Xerox do curso de Biblioteconomia, em que afirma o direito a 1000 Xerox mensais destinadas ao Diretório do curso; o sorteio de 500 xerox aos alunos do curso; a criação de um jornal acadêmico; a promoção de eventos como o MixCOM, que visa a interação dos estudantes; o estímulo aos alunos do curso a participarem de movimentos estudantis etc.

A grande participação dos alunos em questionamentos sobre as propostas geraram discussões sobre a postura de cada chapa em relação à Lei do Estágio; à diversidade sexual existente no curso; a criação de um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) para o Diretório Acadêmico; à criação de uma web rádio do próprio curso; à parceria entre DACOM e DCE (Diretório Central dos Estudantes) e até mesmo à alteração na Lei da Meia-Entrada, em que restringiria a 40% da bilheteria a cota para venda de ingressos de meia-entrada para cinema, teatro e outros espetáculos e apresentações culturais em todo o País.

Após duas horas de discussão, o debate foi encerrado com as considerações finais das duas chapas, que tiveram 2min (cada) para estimular os estudantes a votarem em suas propostas e possíveis melhorias no curso de Comunicação Social. Durante esta quinta-feira (27/11), uma urna ficará disponível no corredor do curso - prédio do CCSo (Centro de Ciências Sociais) - no horário das 14:00h às 17:00h, para que os alunos possam votar em uma das chapas e decidir o futuro do Diretório Acadêmico de Comunicação Social.